Como funcionam as criptomoedas

Bitcoins, moedas, como funcionam as criptomoeadas

Você sabe como funcionam as criptomoedas? Descubra o que elas são, o que determina o seu valor e qual a melhor hora para vendê-las.

Fala, meu caro! Você tem bitcoins na sua carteira? Ou está em dúvida se deve ou não investir nesse tipo de ativo? Este texto é para você! Vou te dizer exatamente como funcionam as criptomoedas.

Neste texto, você vai entender como elas se diferenciam das ações, a que classe de ativos pertencem, bem como a hora certa de vendê-las. Além disso, trago a minha conclusão pessoal sobre o assunto. Investir ou não em bitcoins? Vem comigo!

Como funcionam as criptomoedas: a qual classe de ativo pertencem?

Ativos são tipos de investimentos, certo? Assim, uma classe de ativos representa um conjunto deles com características em comum. Ou seja, ativos que se comportam de forma semelhante no mercado de ações. Vou te dar alguns exemplos a seguir.

Renda fixa

A classe de ativos de renda fixa é um investimento de alta previsibilidade. Isto é: você consegue saber o quanto vai receber. Dessa forma, o risco é muito reduzido.

Tal é a característica dessa classe de ativos. Ao colocar um dinheiro na renda fixa, você sabe quanto vai receber na data de vencimento.

Quer saber mais sobre renda fixa? Confira neste artigo.

Renda variável

Ações e FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário) são classes de ativos de renda variável. Investimentos em ações são diretamente ligados a empresas. Você se torna sócio de uma empresa e ganha quando ela distribui os seus lucros. Bem como quando ela reinveste o lucro e se valoriza ao longo do tempo.

A valorização ou desvalorização dessa classe está diretamente ligada ao lucro da empresa. Ao longo do tempo, a cotação — ou seja, o valor da sua ação — tende a acompanhar tal rendimento. Dessa forma, à medida que a empresa cresce em lucros, a ação é valorizada e o investidor também ganha com isso.

Com os FIIs é a mesma coisa. O que influencia na classe de ativos ligada ao Real Estate, ou seja, aos imóveis? A alta do IGP-M, por exemplo — que é o Índice Geral do Preço Médio, que equipara a inflação —, é algo que interfere no seu valor.

Isso acontece porque a grande maioria dos ajustes dos aluguéis está ligado ao IGP-M. Assim, um aumento nesse índice tende valorizar os FIIs.

Criptomoedas

Toda classe de ativos tem uma característica específica que faz determinado ativo se valorizar ou não. Essa é a chave para responder perguntas como estas, por exemplo: “Quando o bitcoin está desvalorizado eu devo vendê-lo?”

Vou te dizer o que, de fato, você deve fazer nessa situação. Mas, em primeiro lugar, preciso falar sobre a classe de ativos a que pertence o bitcoin: a classe de uma moeda.

Ainda que tenha características particulares, como ser uma moeda descentralizada e totalmente digital, bem como utilizar uma tecnologia blockchain, não deixa de ser uma moeda. Um ativo que serve como troca.

E, justamente por isso, não está baseado em nenhuma geração de valor. Por exemplo, no caso de uma empresa, ela junta e transforma elementos, isso agrega valor ao produto e, como resultado, gera lucros. Como assim?

A Havaianas, por exemplo, é uma empresa que pega a borracha (a princípio, sem valor algum), junta com a energia e a mão de obra e transforma em um chinelo. Essa transformação é o que agrega valor ao produto e gera lucro.

Dessa maneira, a ação da empresa está ligada ao poder produtivo que a própria empresa tem de gerar transformação e, consequentemente, lucro. Então, a valorização e a desvalorização da ação está ligada ao rendimento do negócio.

No entanto, com a moeda não é assim que acontece. Isso porque ela não está ligada a nada, a nenhuma transformação. Mas, então, o que determina o seu valor?

Como funcionam as criptomoedas: o que determina o seu valor?

Uma vez que não está ligada a nada, a única coisa que determina completamente o valor do bitcoin é a oferta e demanda. Assim como funciona com qualquer outra moeda. E é isso que vai determinar também a sua decisão de vendê-la ou não.

No caso das ações, o valor delas está ligado ao lucro da empresa. Então, se acontece uma oscilação, no curto prazo, mas o investidor acredita na capacidade que tal empresa tem de gerar lucro, ele simplesmente não vai vender aquela ação.

Aprenda a ganhar dinheiro com ações aqui.

Isso geralmente acontece quando a oscilação ocorre por algum motivo político ou macroeconômico. Não abala, portanto, os fundamentos da empresa. E o investidor continua confiando nela.

Mas e quando se fala de um ativo que é uma moeda — como é o caso do bitcoin — o que eu faço para saber se devo vendê-lo ou não?

Como funcionam as criptomoedas: a hora certa de vendê-las

As criptomoedas, além de não estarem lastreadas no lucro, — como as ações, por exemplo, — elas não tem histórico relevante.

Ativos como ações e FIIs têm um histórico de mais de 200 anos. Ele mostra se o ativo tende a valorizar no longo prazo, o que oferece certa segurança em um momento de oscilação.

O bitcoin tem seu preço determinado somente pela oferta e demanda. Por isso, a única coisa que você precisa ter em mente para decidir se vai vendê-lo ou não é se você aguenta o impacto da oscilação desse ativo no seu patrimônio.

Sendo a oferta e demanda a sua única influencia, se você deseja ter esse ativo, precisa ter a consciência de que ele pode desabar a qualquer momento. Tem alto grau especulativo. E isso não deve influenciar no seu patrimônio.

Assim, a porcentagem ideal desse ativo na sua carteira (se você for tê-lo) é aquela que te deixa confortável ainda que ele sofra uma queda. De maneira que mesmo uma grande baixa não afete o seu patrimônio, a ponto de te prejudicar.

Se uma queda de 50%, por exemplo, já te incomoda e faz você ficar desesperado querendo vender esses seus ativos, muito provavelmente você tem mais bitcoins que deveria.

Isso significa também que você tem uma carteira que está oscilando o seu patrimônio mais do que deveria. E essa é a maior causa de você perder dinheiro.

Você sabe a hora certa de vender sua ação? Confira em Venda de ações: qual é o momento certo para fazê-la?

Minha conclusão pessoal

A conclusão a que cheguei é que, utilizando a Metodologia de Verdade — que é a que eu uso e aplico aos meus alunos —, para mim, não faz sentido investir nesse tipo de ativo. Por isso não invisto.

Assim como não invisto em nenhum tipo de moeda ou reserva de valor (como o ouro), uma vez que tais ativos não geram transformação nem agregam valor.

Prefiro ter ativos ligados à economia real e que demonstram excelente performance ao longo dos anos, por meio do seu histórico.

Não estou dizendo que é um problema você ter bitcoin na sua carteira. Apenas tenha a clareza de que a quantia escolhida deve respeitar o nível de oscilação que o seu patrimônio aguenta.

Eu explico aqui como começar a investir segundo a minha metodologia de investimentos. Dê uma olhada.

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