Venda de ações: qual é o momento certo para fazê-la?

Descubra o que exatamente você precisa saber para entender se é o momento certo para realizar a venda de ações.

“Minha ação subiu 100%. Está na hora de vendê-la”. “Minha ação acabou de cair 50%. Preciso vendê-la imediatamente”.

Se você já passou por alguma dessas situações e quis vender a sua ação, mas teve dúvidas se era o momento certo de vendê-la, este post é feito para você.

Eu vou te dizer exatamente o que você precisa olhar para decidir ou não pela venda de ações de sua carteira.

E não é conversa fiada. Ao final deste post, eu vou te dizer o que eu faço com a minha carteira, o que eu olho, qual é o meu método para a venda de ações.

Venda de ações: premissa

A primeira coisa que eu quero compartilhar contigo é uma premissa. Eu demorei muito para enxergá-la, mas, depois de tanto tempo estudando e investindo, posso te afirmar com clareza:

Vender uma ação boa é pior do que ficar em uma ruim.

venda de ações premissa
Sobre esse pilar, construímos a nossa venda de ações. (Imagem: Pixabay)

Matheus, que diabos quer dizer isso? Calma, eu vou te explicar.

Se você tem uma boa ação e na primeira queda se apressa em vendê-la, seu prejuízo pode ser maior do que manter na sua carteira uma ação que piorou de desempenho.

Enquanto uma ação boa pode valorizar 1000%, 2000%, 5000% em alguns anos, o máximo que você pode perder mantendo uma ação é 100%. Isso supondo uma desvalorização total, que não existe na prática. Nenhuma empresa chega a valer zero, há sempre um valor mínimo.

Em outras palavras, aquilo que você pode deixar de ganhar com a valorização de uma boa ação é bem maior do que o que você pode perder com uma ação ruim.

Portanto, a tendência é sempre a de não vender. Nunca, Matheus? Calma, isso não é definitivo. Afinal, não estamos falando de um filme que até a metade foi ruim, na esperança de que seu final seja bom. Isso não existe.

Eu estou escrevendo este post a fim de te apresentar o meio-termo entre não assistir filme ruim até o final e não largar uma ação boa.

E para isso não existe uma receita de bolo. Não é o feeling, não é um insight, não é – pasmem! – a cotação. Mas precisamos de critérios bem definidos para avaliar as empresas.

Venda de ações: critérios

Antes de falar sobre os critérios, você deve ter ficado curioso. Vou te contar por que, na minha metodologia, não seguimos a cotação.

Por que não seguir a cotação?

É simples. Se quiser vender sua ação sempre que ela tiver uma grande valorização, sua carteira terá apenas ações ruins, visto que você sempre vai vender as boas quando valorizarem.

Seguir a cotação faz tanto sentido quanto ter um jardim, arrancar as plantas que dão flores e frutos e regar as ervas daninhas.

Ao contrário, se sempre vender ações que sofrerem quedas, você nunca vai investir na bolsa e nunca vai construir patrimônio. As quedas sempre vão existir.

Critérios bem definidos versus Emoções

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Quanto mais as emoções, em especial o medo, te influenciarem na compra de ações, maiores são as suas chances de fazer besteira. (Imagem: Pixabay)

Uma vez que você tem critérios bem definidos sobre a compra e a venda de ações, menores são as suas chances de se deixar influenciar por emoções – como o medo de perder dinheiro em uma baixa.

Existe um método que te blinda quando o seu psicológico fica frágil. Você só vai saber a hora certa de vender uma ação, quando você sabe a maneira certa de comprar uma ação.

Quando investe em uma ação, você precisa saber exatamente o que te motivou a isso, quais foram os seus fundamentos por trás da compra. E por fundamentos, não me refiro a algo solto, abstrato. Vou te dar exemplos deles.

Compra e venda de ações: exemplos de critérios

Enfim, você pode comprar uma ação se baseando nos seguintes critérios.

  • Lucro consistente e crescente nos últimos dez anos;
  • Dívida controlada (dívida líquida/Ebitda menor do que 3, por exemplo):
  • Vantagem competitiva (a vantagem sobre os concorrentes não só é grande hoje, como também no longo prazo poucas são as chances dela diminuir);
  • Dívida líquida (baseado no resultado anual, você pode querer ou não uma empresa que se arrisque muito, que tenha uma dívida alta)

Compra e venda de ações: Facebook e vantagem competitiva

Para mostrar esses critérios na prática, vamos analisar o Facebook sob a ótica da vantagem competitiva.

O Facebook é dono também do Instagram. Que concorrência o Instagram tem? Quase nenhuma!

Mas, mais do que isso, a chance de uma nova rede social surgir e ser páreo para o Facebook – e, consequentemente, para o Instagram – é muito pequena.

De que maneira uma rede social cresce? Com pessoas. Pessoas essas que, por sua vez, vão migrar para uma nova rede social se, e somente se, lá estiverem outras pessoas.

Por isso, sob a ótica da vantagem competitiva, o Facebook continua merecendo um lugar na minha carteira.

Quando deixaria de merecer? Ou melhor, quando vendê-lo? Quando deixar de atender a esse critério. Se eu percebo que muitas empresas do mesmo segmento estão surgindo e atraindo as pessoas, esvaziando o Instagram, o Facebook deixa de ser uma boa ação sob esse critério.

Venda de ações: passo a passo

Lembra que eu prometi contar qual é o meu método de venda de ações? Eu falei sobre critérios, dei exemplos deles. Agora eu vou te falar como eu faço com os meus investimentos pessoais – e que eu ensino na Metodologia de Verdade.

Perda de fundamento

O primeiro passo é identificar quando a empresa perde o fundamento que me motivou a investir nela.

Para o Facebook, usei o exemplo de perder a vantagem competitiva. Mas eu poderia ter investido em outra empresa por ter uma dívida controlada, mas agora a dívida estourou.

O que eu faço?

Quarentena

venda de ações quarentena
A empresa perdeu o fundamento que te fez investir nela? É hora de deixá-la em quarentena! (Imagem: Rawpixel)

Este é o segundo passo: deixar a ação em quarentena.

Eu deixo o ativo parado. Não invisto mais nele, mas também não o vendo – lembra do primeiro princípio? É pior vender uma ação boa do que ficar com uma ruim.

Próximo resultado anual

Quando vou pensar em mexer nela novamente? Assim que sair o resultado anual.

Empresas boas, consolidadas, só mudam de fato anualmente.

Voltando ao Facebook, uma empresa boa, que merece estar na minha carteira, que dá lucros há dez anos, jamais vai mudar do dia para a noite.

A empresa tem dezenas de anos na bolsa, é bem consolidada no mercado – espero que você não faça a besteira de entrar em IPO, dê uma olhada nos 3 maiores erros do investidor iniciante –, vale a pena aguardar o resultado anual.

Se com o resultado anual em mãos, de fato ela perdeu seu fundamento, é hora de vender.

Sair aos poucos

Mas nunca de uma vez só! Precisamos nos organizar para fazer essa saída aos poucos.

Você nunca toma uma atitude brusca na bolsa. Seja ela de venda, seja de compra.

Resumindo

Vender uma ação boa é sempre pior do que ficar em uma ação ruim.

Devo ficar para sempre com uma ação ruim? Não, você deve observar os critérios que te fizeram comprá-la. Ela os perdeu? Então está a caminho de ser vendida.

Meu método de venda de ações: a empresa pareceu perder o fundamento? Vamos deixá-la em quarentena até que saia o próximo resultado anual. Saiu o resultado e realmente o fundamento foi perdido? Vamos sair aos poucos, reinvestindo em ações boas que atendam aos seus critérios.

Se quiser saber mais sobre a metodologia e ainda receber materiais gratuitos, basta acessar nosso grupo exclusivo.

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